Sejam bem vindos!!!

Sou Danilla, professora do Colégio Paulo VI, na cidade de Vitória da Conquista-Bahia e sou professora da Educação Infantil.

Beijos!!!!



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Projeto Encontro com o Folclore



Justificativa:

O tema escolhido, Folclore, permite um trabalho interdisciplinar, envolvendo conhecimentos de Português, Matemática, Ciências, História e Geografia introduzindo os temas transversais Saúde, Cidadania, Educação Física e Artística. Folclore é uma palavra de origem inglesa cujo significado é conhecimento popular. O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança é parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola. O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores. Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos a fazer, parte de sua Historia.

Objetivos:

  • Levar o aluno a relembrar alguma manifestação de cultura popular;
  • Reconhecer e divulgar a importância do folclore;
  • Estimular e desenvolver a imaginação e criação;
  • Desenvolver o habito de pesquisa;
  • Incentivar o gosto pela leitura, arte, musica e dança;
  • Valorizar a cultura popular;

Desenvolvimento:

  • Leitura de diferentes textos: informativos, literários, recreativos;
  • Caça palavras;
  • Poesia;
  • Pesquisas;
  • Atividades matemáticas;
  • Atividades com Receitas;
  • Montagem de murais;
  • Confecção de cartazes;
  • Atividades ortográficas e gramaticais;
  • Produção de texto;
  • Dramatização;
  • Músicas
  • Brincadeiras;
  • Entrevistas;
  • Artesanato;
  • Hora do conto;

Culminância:

1.    Concurso de pipas – bonecas de pano;
2.    Desfile de trajes regionais;
3.    Exposição de artesanato, comidas típicas e receitas;
4.    Exposição e tarde de autógrafos dos livros feitos pelos alunos;




Pertencem ao Folclore:

·         Mitos; Adivinhas; Religiosidades; Quadrilhas e Poesias; Trava-línguas;Parlendas;Fórmulas de Escolhas e Brincadeiras Infantis; Ditados Populares; Superstições e Simpatias; Frases de Pára-choque de Caminhão; Artesanato; Medicina Popular; Lendas; Festas; Culinária.


Materiais para Trabalhar em sala de aula:

Mitos e Lendas:
·         Mula-sem-cabeça: É um animal quadrúpede com aparência de mula. Não tem cabeça e solta fogo pelo pescoço. Soluça como se fosse gente e seu galope assusta as pessoas que saem para caminhar nas noites de lua cheia. Para afugentá-la basta esconder dentes e unhas.
·         Saci-Pererê: É um negrinho de uma perna só, ágil e atrevido. Usa gorro vermelho e adora fumar cachimbo. Aparece e desaparece numa roda-moinho. Não é maldoso, mas adora fazer traquinagens como, por exemplo: apagar o fogo, dar nó na crina dos cavalos, assustarem viajantes. Para pega-lo é muito fácil, basta colocar uma peneira com um terço em baixo de uma arvore. Para chamá-lo dê três nós num pedaço de palha.
·         Iara: É uma linda moça de longos cabelos negros que mora no fundo dos rios. Tem uma voz maravilhosa e com ela encanta os moços que navegam ou estão á margem dos rios. Quando eles ficam hipnotizados com seu canto leva-os para o fundo das águas e de lá eles não saem nunca.
·         Boitatá: É uma cobra muito grande que comeu os olhos das carniças de animais que morreram nas enchentes. Como todo animal guarda no sangue o sumo de tudo que comeu, a cobra grande guarda a luz dos olhos que ingeriu. Passou então a aparecer como um luzeiro ambulante e transparente como se fosse um fogo amarelo azulado. Ele assusta muita gente nas noites de verão e também é conhecido como “fogo fátuo”.
·         Boto: Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
·         Curupira: Assim como o boitatá, o curupira é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Adivinhas:

As adivinhas tinham papel de grande importância na antiguidade. Era uma espécie de desafio ao homem para que mostrasse a sua sabedoria. É uma das formas mais curiosas e ingênuas de literatura oral.

  1. O que é que Deus nunca viu, o rei viu uma vez ou outra e o homem vê todos os dias?
  2. O que é o que é? São sete irmãos, cinco tem sobrenome e dois não?
  3. O que é que quando mais cresce mais baixo fica?
  4. O que é que cai em pé e corre deitado?
  5. O que é negra, preta de formosura, barriga cheia de gostosura?
  6. Qual é o céu que não tem estrelas?
  7. Qual é a diferença da tartaruga com o navio?
  8. Em que mês a mulher fala menos?
  9. O que é que está na ponta do fim, no começo do meio e no meio do começo?
  10. O que é que passa pela água e não molha, anda pelo sol e não se queima?












Respostas: 1. o semelhante, 2. Os dias da semana, 3. O rabo do cavalo, 4. A chuva, 5. A jabuticaba, 6. O céu da boca, 7. O navio tem o casco em baixo e a tartaruga tem o casco em cima, 8. Em fevereiro, 9. A letra m, 10. A sombra.


Quadrilhas e Poesias:

Esta noite eu tive um sonho,
Mas que sonho atrevido,
Sonhei que era babado
Da barra do teu vestido.

Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.


Brincadeiras:

·         Boneca
·         Cata vento
·         Cirandinha
·         Pipa
·         Passar anel
·         Bolinha de gude
·         Amarelinha

Trava – Língua

Olha o sapo dentro do saco,
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento.


      Pinto pelado pulou da panela para o penico.


Um tigre, dois tigres, três tigres.


Porco crespo e toco preto
Toco preto e porco crespo.

O doce perguntou pro doce
Qual doce era mais doce
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce
É o doce de batata doce.

Parlendas:

Cadê o toucinho que tava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Comeu o rato
Cadê o rato?
Foi pro mato
Cadê o mato?
O fogo queimou
Cadê o fogo?
A água apagou
Cadê a água?
O boi bebeu
Cadê o boi?
Tá amassando trigo.
Cadê o trigo?
A galinha espalhou.
Cadê a galinha?
Tá botando ovo.
Cadê o ovo?
O frade bebeu.
Cadê o frade?
Tá rezando missa.
Cadê a missa?
Tá na igreja.
Cadê a igreja?
Tá em Roma.
Por onde é que se vai à Roma?
Vai por aqui, por aqui, por aqui...




Ditados Populares:

  • Quem vê cara, não vê coração.
  • Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
  • Deus ajuda a quem cedo madruga.
  • Cachorro que late não morde.
  • Quem tem boca vai a Roma.
  • A mentira tem perna curta.
  • O uso do cachimbo deixa a boca torta.
  • Quem tem boca não manda assoprar.
  • Casa de ferro, espeto de pau.
  • Pela carga se conhece a carruagem
  • A morte não chega de véspera.
  • Cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça.
  • Tamanho não é documento.
  • Cão que ladra não morde.
  • Quem tudo quer, tudo perde.
  • Na terra de cego quem tem um lho é rei.

Superstições e Simpatias:

  • Colocar a vassoura atrás da porta para que uma visita indesejável vá embora.
  • Não presta varrer a casa depois que o sol se esconde.
  • Devemos varrer a casa assim que sair um enterro
  • É bom colocar sal no fogo para espantar o mau espírito.
  • Quando cair uma colher é sinal que vai chegar uma mulher para almoçar e se cair um garfo é um homem que chegará.
  • Quando cair uma faca é sinal de briga. Para isso não acontecer deve-se riscar o chão em cruz três vezes no mesmo lugar.
  • Beber três golinhos de água faz passar o soluço.
  • Pio de coruja é mau agouro.
  • Sonhar com dente é sinal de morte.

Frases de pára-choque de caminhão:

·         Viajo só porque quero.
·         Do destino ninguém foge.
·         Não há vitória sem luta.
·         Do mundo nada se leva.
·         Não tenha inveja, trabalha.
·         Marido de mulher feia detesta feriado.
·         Deus é a luz do meu caminho.
·         Com Deus eu vou e com Deus voltarei.
·         Os brutos também amam.
·         Amar foi minha ruína.
·         Chegou o bonitão.
·         Turista forçado.
·         Não sou dentista, mas ando na pista.





Músicas:

Atirei o Pau no Gato

Atirei o pau no gato to
Mas o gato to não morreu réu réu
Dona Chica ca adimirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu.
Miauuu.

A Canoa Virou

A canoa virou
A canoa virou,
Por deixá-la virar,
Foi por causa do (a) (nome do aluno)
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Tirava o (a) (nome do aluno)
Do fundo do mar

O Cravo e a rosa,

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar
Medicina popular:

O CHÁ MEDICINAL: (servir chás durante a aula)

Remédios populares:

  • Banha de jibóia: muito utilizada para combater o reumatismo. *Banha de capivara: para coceira nos peitos.
  • Banha de canela de Ema para surdez.
  • Banha de galinha: Para cicatrizar pequenas feridas e tumores.
  • Banha de jacu (espécie de ave): tratamento da asma.
  • Banha de porco: para desinflamar o nariz e, derretida na pinga, cura embriaguez.
  • Banha de traíra (espécie de peixe) cura dor de ouvido.

Existem ainda outros tipos de remédios que são oriundos de animais:

  • Cordão Umbilical: em alguns locais ele é guardado e usado para remédio. Como chá é usado contra epilepsia.
  • Leite Materno: colírio.
Culinária:

Bolo de Aipim com Coco

Ingredientes:

1 coco ralado; 4 raízes de aipim cruas e raladas; 2 colheres, das de sopa, bem cheias de manteiga; 1 pires de açúcar; Erva-doce a gosto. 4 ovos inteiros.

Modo de Preparo:

Misturem-se bem todos os ingredientes. Feito isto, põe-se tudo numa fôrma bem untada de manteiga. Asse em forno bem quente.

Cuscuz de Tapioca com coco

Ingredientes:

1 pacote de tapioca, 1 coco grande ralado; 3 ½ copos de leite; 2 xícaras de açúcar; 1 pitada de sal.

Modo de Preparo:

Ponha em uma tigela o coco, a tapioca e o sal peneirados com o açúcar. Junte o leite fervente, mexa muito bem e despeje em uma fôrma de canudo no centro, previamente molhada com água gelada. Alise bem a superfície do cuscuz com uma colher. Tampe e envolva a forma com uma toalha. Deixe assim permanecer por 3 horas. Desenforne em um prato e sirva ao natural ou gelado.

Atividades Sugeridas:

    1. Para pesquisar em casa:

    1. Sugerir a montagem de um álbum (livro) com os seguintes itens:

·         Lendas
·         Mitos
·         Nomes populares
·         Superstições
·         Brincadeiras
·         Músicas
·         Danças
·         Parlendas
·         Advinhas
·         Provérbios
·         Artesanatos
·         Frases de pára-choque de caminhão
·         Receitas típicas
·         Remédio caseiro
·         Festas

    1. Trabalhando com o texto: lendas e mitos.
    2. Oficinas de artesanato, dobraduras e sucatas.
    3. Dia de brincadeira: cada grupo ficará responsável por um tipo de brincadeira, por exemplo: cobra cega, boca de forno, chicotinho queimado, amarelinha, passar anel, estátua etc. Todos os alunos participarão.
    4. Dramatização das lendas.
    5. Confecção de fantoches de personagens de lendas.
    6. Confecção de mascaras de mitos.
    7. Trabalho com argila.
    8. Gincana de adivinhas e provérbios.
    9. Musicas: Formar rodas e cantar e dançar as músicas pesquisadas.
    10. Fazer exposição de trabalhos e festa com comidas típicas.



Desenvolvimento Psicoemocional


Jean Piaget, em seus estudos a sobre crianças, descobriu que elas não raciocinam como os adultos. Essa descoberta levou Piaget a recomendar aos adultos que adotassem uma abordagem educacional diferente ao lidar com crianças. Ele modificou a teoria pedagógica tradicional que, até então, afirmava que a mente de uma criança é vazia, esperando ser preenchida por conhecimento. Na visão de Piaget, as crianças são as próprias construtoras ativas do conhecimento, constantemente criando e testando suas teorias sobre o mundo. Ele forneceu uma percepção sobre as crianças que serve como base de muitas linhas educacionais atuais, as contribuições para a área da Psicologia e da Pedagogia são enormes.
Para Piaget, a inteligência consiste na capacidade individual de acomodação ao meio e, dessa forma, o processo cognitivo teria início nos reflexos fortuitos e difusos, do recém-nascido, desenvolvendo-se por estágios, até alcançar o nível adulto do raciocínio lógico. Isso ocorreria por meio de uma assimilação progressiva do meio ambiente e uma acomodação das estruturas mentais para os novos conhecimentos adquiridos do mundo em que vive.
Piaget divide o desenvolvimento em períodos de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento. Ele acreditava que o conhecimento de como se dá o desenvolvimento da criança em cada etapa de seu desenvolvimento facilitará o planejamento pedagógico. As etapas do desenvolvimento que Piaget concebeu são:
Período sensório-motor de 0 à 2 anos, conquista o universo por meio da percepção e dos movimentos pois, no recém-nascido, a vida mental reduz-se ao exercício dos aparelhos reflexos, de fundo hereditário, como a sucção.
Período pré-operatório de 2 à 6 anos, a etapa pré-operatória é marcada, em especial, pelo aparecimento da linguagem oral, por volta dos dois anos.
Período das operações concretas de 07 à 12 anos, início da construção lógica isto é: a capacidade da criança estabelecer relações que permitam a coordenação de ponto de vista diferentes.
Período das operações formais de 12 anos em diante, passagem do pensamento concreto para o pensamento formal, abstrato, pois passa a dominar, progressivamente, a capacidade de abstrair e generalizar, criar teorias sobre o mundo, principalmente sobre o aspecto que gostaria de reformular.

 Segundo Vygotsky, o sujeito não é um reflexo passivo do meio nem um espírito anterior ao contato com as coisas e as pessoas. Pelo contrário, é digamos, um manancial que origina signos, mas um resultado dos próprios signos. As funções superiores não são apenas um requisito da comunicação, mas o resultado da própria comunicação. Vygotsky atribuía o status de ferramentas físicas, aos sistemas de signos, particulares a linguagem.
A linguagem ocupa lugar de destaque como meio de a sociedade influenciar, e mesmo determinar, a constituição do indivíduo.
Linguagem é toda forma de comunicação, de maneira que o pensamento ou a emoção de um é captado e compreendido por outro, (fala, escrita, música, etc.). É por meio dessas diferentes formas de linguagem que a cultura, os conhecimentos, valores são passados e desenvolvidos em cada indivíduo.
Graças à linguagem, nas suas diferentes formas, o conhecimento adquirido por um pode ser compartilhado por todos do grupo e por todos da espécie, até incontáveis gerações. Então como se dá o desenvolvimento das funções psicológicas superiores no indivíduo, ontogeneticamente considerado, por meio da linguagem.
O ser humano nasce, em situação normal, com capacidade para desenvolver todas as potencialidades pertinentes à raça humana, as chamadas funções complexas superiores. Todas as funções no desenvolvimento da criança aparecem duas vezes: Primeiro, no nível social e, depois, no nível individual; primeiro entre pessoas (interpsicológica) e depois, no interior da criança (intrapsicológica).
Quando uma criança imita um adulto, pondera Vygotsky, ela pode estar apreendendo o comportamento desse adulto a ponto de reproduzi-lo. Por isso o aprendizado é, inicialmente, mímico, passando por um mimetismo e, em seguida, à linguagem falada.
As questões que envolvem a compreensão da natureza do desenvolvimento humano e de sua relação com a educação é fundamental importância para a prática educativa, seja de alunos com ou sem necessidades especiais.
A aprendizagem não é desenvolvimento mas, conduta de forma apropriada, propicia o desenvolvimento mental da criança, desencadeando nela processos que não se desenvolveram sem aprendizagem.
A posição epistemológica de Skinner, na sua concepção de Homem, o ser humano é mais um elo da cadeia evolutiva, possuindo como diferença o grau de complexidade e não as leis fundamentais. Por essa razão, quando citamos a lei do reforço, estamos na verdade, descrevendo fenômenos que podem ser observados em quaisquer organismos. Isso justifica, por exemplo, a pesquisa com animais inferiores – como os ratos – na compreensão das leis do comportamento humano.
Ainda dentro dessa discussão, a questão cultural ganha foco. O homem é eminentemente um ser social, não temos dúvidas disso. Por essa razão, construiu a capacidade de falar, de construir símbolos que são passados de geração após geração. Mas ele não é apenas isso. A cultura é apenas um dos níveis de determinação humana. Diferentemente de outras teorias, a proposta de Skinner não surge a partir de uma mera análise das condições presentes atuais.
Skinner propôs então, que tomemos o comportamento como possuindo três grandes causalidades: A Filogênese remete à história da espécie humana, as condições biológicas do corpo e as ações reflexas. A Ontogênese diz respeito às características aprendidas e vivenciadas durante a existência, ou seja, a aprendizagem propriamente dita. E, por fim, a Cultura é o conjunto de contingências construídas ao longo de um determinado tempo, passível de mudanças de acordo com o interesse geral de um grupo. Existem outros ainda que cuidem, mas muito mais pela obrigação do que pelo prazer de fazê-lo. Os primeiros possuem o comportamento que chamamos governado por regras, ou governado por contingência.
Segundo Skinner, o grande problema do campo educacional escolar é tentar enquadrar todos os alunos a um ritmo de estudo que não garante que ele aprenda de forma que essa aprendizagem seja boa o suficiente para servir de base para a próxima. Por essa razão, a lógica do “simples para o complexo” deve garantir que o aluno dê respostas corretas aos problemas por ele enfrentados do dia-a-dia escolar.
Em frente a problemas de conduta, por exemplo, o educador deve estar sensível às mínimas mudanças de comportamento de seus alunos.Como vocês puderam ver no texto, não foi Skinner quem propôs a criação de uma ciência do comportamento.

A SOCIOLOGIA CRÍTICA DE KARL MARX (1818-1883) E FRIEDRICH ENGELS (1820-1903)



 A visão de Marx e Engels sobre a sociedade é extremamente crítica no que se refere ao capitalismo no século XIX. E como o sistema capitalista se consolidou e permanece hoje mais dominante do que nunca, essa análise se faz importante.
Para Marx e Engels a sociedade do século XIX, profundamente marcada pela ascensão industrial e pelas relações capitalistas, se apresenta com enormes desigualdades sociais, além de uma imensa exploração que é feita pela burguesia sobre a classe dos trabalhadores. Nesse cenário de injustiça social, onde os patrões buscam cada vez mais aumentar seus lucros explorando os empregados, é apresentada uma imensa contradição social: a produção da riqueza é feita por muitos (proletários), mas a apropriação dessas riquezas é feita por poucos (burgueses).
Segundo Marx e Engels, esse sistema social, o capitalista, poderia e deveria ser superado com a instalação de uma nova sociedade, a qual garantisse a igualdade a todos os cidadãos. Realizar-se-ia, assim, uma superação das diferenças de classe e da exploração entre as pessoas. Isso, porém, não seria fruto da caridade do grupo dominante, a burguesia; mas sim, resultado da luta e da conscientização da própria classe trabalhadora, o proletariado.
Fica claro, então, que na concepção de Marx e Engels, os trabalhadores seriam os próprios agentes de sua libertação. É aí que se insere o importante papel de conscientização da educação. Educação aqui, vai muito além das quatro paredes de uma sala de aula ou dos muros de uma escola. Educar, nesse contexto, vai ao mais profundo do seu sentido, que é gerar consciência, que é fazer brotar ou renascer no indivíduo a dignidade perdida.
Marx e Engels compreendiam que somente o conhecimento seria capaz de realizar as transformações sociais necessárias, e assim superar o sistema capitalista. Esse conhecimento conscientizador se daria por meio da organização sindical e político-partidária dos trabalhadores. É esse conhecer e participar ativamente da luta trabalhista que faria o trabalhador passar de uma condição de objeto da história a sujeito transformador; destruir o Estado burguês que sustenta e é sustentado pelo capitalismo; e implantar a nova sociedade igualitária.
A visão de Marx e Engels, apesar de nascida e desenvolvida no meio operário, pode ser inserida na construção de uma escola para todos. Se o discurso de Marx e Engels visa gerar uma sociedade participativa e igualitária, o ambiente escolar é o local ideal para que esse modelo social seja pensado e gerado.
Todo educando, ainda que criança, é um ser, um cidadão e um trabalhador em potencial. São esses alunos que, num futuro breve, estarão imersos no mundo do trabalho e da política, estarão construindo e trilhando os caminhos das relações sociais. É na escola, depois da família, que eles experimentam ainda cedo e de forma mais profunda, o que é ser membro de um grupo social, a terem direitos e deveres, a agirem em prol do bem comum.
Portanto, o ambiente escolar precisa propiciar ao educando, em qualquer idade ou série, condições para a construção de uma consciência de sociabilidade e justiça. Nessa missão, todo o corpo escolar - quer direção, funcionários, professores ou alunos - precisa assumir seu papel como agente. Toda função na escola deve ser valorizada. A hierarquia não deve ser vista como superioridade ou desigualdade de valores, mas sim como pessoas que se complementam e que são reciprocamente necessárias. Oportunidades importantes de uma participação efetiva dos membros da escola se apresentam em várias ocasiões, como por exemplo, reuniões de pais e professores, conselhos de classe, eleições de líderes de turma, dentre outros.
No pensamento de Marx e Engels, a mercadoria não pode ter mais valor do que o trabalhador que a produziu. Da mesma forma, na escola o conhecimento não pode estar acima das pessoas. O conhecimento é importante porque ele é gerado por pessoas e porque pode – e deveria sempre ser – usado para o bem da humanidade. Por isso, a escola deve ser a semente e, ao mesmo tempo, um dos frutos da sociedade justa, solidária e igualitária; a qual só se constrói com a participação coletiva.