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Sou Danilla, professora do Colégio Paulo VI, na cidade de Vitória da Conquista-Bahia e sou professora da Educação Infantil.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Desenvolvimento Psicoemocional


Jean Piaget, em seus estudos a sobre crianças, descobriu que elas não raciocinam como os adultos. Essa descoberta levou Piaget a recomendar aos adultos que adotassem uma abordagem educacional diferente ao lidar com crianças. Ele modificou a teoria pedagógica tradicional que, até então, afirmava que a mente de uma criança é vazia, esperando ser preenchida por conhecimento. Na visão de Piaget, as crianças são as próprias construtoras ativas do conhecimento, constantemente criando e testando suas teorias sobre o mundo. Ele forneceu uma percepção sobre as crianças que serve como base de muitas linhas educacionais atuais, as contribuições para a área da Psicologia e da Pedagogia são enormes.
Para Piaget, a inteligência consiste na capacidade individual de acomodação ao meio e, dessa forma, o processo cognitivo teria início nos reflexos fortuitos e difusos, do recém-nascido, desenvolvendo-se por estágios, até alcançar o nível adulto do raciocínio lógico. Isso ocorreria por meio de uma assimilação progressiva do meio ambiente e uma acomodação das estruturas mentais para os novos conhecimentos adquiridos do mundo em que vive.
Piaget divide o desenvolvimento em períodos de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento. Ele acreditava que o conhecimento de como se dá o desenvolvimento da criança em cada etapa de seu desenvolvimento facilitará o planejamento pedagógico. As etapas do desenvolvimento que Piaget concebeu são:
Período sensório-motor de 0 à 2 anos, conquista o universo por meio da percepção e dos movimentos pois, no recém-nascido, a vida mental reduz-se ao exercício dos aparelhos reflexos, de fundo hereditário, como a sucção.
Período pré-operatório de 2 à 6 anos, a etapa pré-operatória é marcada, em especial, pelo aparecimento da linguagem oral, por volta dos dois anos.
Período das operações concretas de 07 à 12 anos, início da construção lógica isto é: a capacidade da criança estabelecer relações que permitam a coordenação de ponto de vista diferentes.
Período das operações formais de 12 anos em diante, passagem do pensamento concreto para o pensamento formal, abstrato, pois passa a dominar, progressivamente, a capacidade de abstrair e generalizar, criar teorias sobre o mundo, principalmente sobre o aspecto que gostaria de reformular.

 Segundo Vygotsky, o sujeito não é um reflexo passivo do meio nem um espírito anterior ao contato com as coisas e as pessoas. Pelo contrário, é digamos, um manancial que origina signos, mas um resultado dos próprios signos. As funções superiores não são apenas um requisito da comunicação, mas o resultado da própria comunicação. Vygotsky atribuía o status de ferramentas físicas, aos sistemas de signos, particulares a linguagem.
A linguagem ocupa lugar de destaque como meio de a sociedade influenciar, e mesmo determinar, a constituição do indivíduo.
Linguagem é toda forma de comunicação, de maneira que o pensamento ou a emoção de um é captado e compreendido por outro, (fala, escrita, música, etc.). É por meio dessas diferentes formas de linguagem que a cultura, os conhecimentos, valores são passados e desenvolvidos em cada indivíduo.
Graças à linguagem, nas suas diferentes formas, o conhecimento adquirido por um pode ser compartilhado por todos do grupo e por todos da espécie, até incontáveis gerações. Então como se dá o desenvolvimento das funções psicológicas superiores no indivíduo, ontogeneticamente considerado, por meio da linguagem.
O ser humano nasce, em situação normal, com capacidade para desenvolver todas as potencialidades pertinentes à raça humana, as chamadas funções complexas superiores. Todas as funções no desenvolvimento da criança aparecem duas vezes: Primeiro, no nível social e, depois, no nível individual; primeiro entre pessoas (interpsicológica) e depois, no interior da criança (intrapsicológica).
Quando uma criança imita um adulto, pondera Vygotsky, ela pode estar apreendendo o comportamento desse adulto a ponto de reproduzi-lo. Por isso o aprendizado é, inicialmente, mímico, passando por um mimetismo e, em seguida, à linguagem falada.
As questões que envolvem a compreensão da natureza do desenvolvimento humano e de sua relação com a educação é fundamental importância para a prática educativa, seja de alunos com ou sem necessidades especiais.
A aprendizagem não é desenvolvimento mas, conduta de forma apropriada, propicia o desenvolvimento mental da criança, desencadeando nela processos que não se desenvolveram sem aprendizagem.
A posição epistemológica de Skinner, na sua concepção de Homem, o ser humano é mais um elo da cadeia evolutiva, possuindo como diferença o grau de complexidade e não as leis fundamentais. Por essa razão, quando citamos a lei do reforço, estamos na verdade, descrevendo fenômenos que podem ser observados em quaisquer organismos. Isso justifica, por exemplo, a pesquisa com animais inferiores – como os ratos – na compreensão das leis do comportamento humano.
Ainda dentro dessa discussão, a questão cultural ganha foco. O homem é eminentemente um ser social, não temos dúvidas disso. Por essa razão, construiu a capacidade de falar, de construir símbolos que são passados de geração após geração. Mas ele não é apenas isso. A cultura é apenas um dos níveis de determinação humana. Diferentemente de outras teorias, a proposta de Skinner não surge a partir de uma mera análise das condições presentes atuais.
Skinner propôs então, que tomemos o comportamento como possuindo três grandes causalidades: A Filogênese remete à história da espécie humana, as condições biológicas do corpo e as ações reflexas. A Ontogênese diz respeito às características aprendidas e vivenciadas durante a existência, ou seja, a aprendizagem propriamente dita. E, por fim, a Cultura é o conjunto de contingências construídas ao longo de um determinado tempo, passível de mudanças de acordo com o interesse geral de um grupo. Existem outros ainda que cuidem, mas muito mais pela obrigação do que pelo prazer de fazê-lo. Os primeiros possuem o comportamento que chamamos governado por regras, ou governado por contingência.
Segundo Skinner, o grande problema do campo educacional escolar é tentar enquadrar todos os alunos a um ritmo de estudo que não garante que ele aprenda de forma que essa aprendizagem seja boa o suficiente para servir de base para a próxima. Por essa razão, a lógica do “simples para o complexo” deve garantir que o aluno dê respostas corretas aos problemas por ele enfrentados do dia-a-dia escolar.
Em frente a problemas de conduta, por exemplo, o educador deve estar sensível às mínimas mudanças de comportamento de seus alunos.Como vocês puderam ver no texto, não foi Skinner quem propôs a criação de uma ciência do comportamento.

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